5 belas respostas às restrições migratórias nos EUA

Por Diogo Bercito

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, restringiu na sexta-feira (27) a entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana, incluindo Síria, Iraque e Irã. A medida foi amplamente repudiada por potências internacionais, como a Alemanha e a França. Houve protestos no Reino Unido e uma petição assinada por milhões para que Trump não visite Londres neste ano.

Essa crise, que afeta também o Brasil, não deve ser resolvida no curto prazo. Mas há, entre todas as consequências nefastas, um lado positivo — um sem-fim de manifestações de solidariedade circulando nos últimos dias. Este Mundialíssimo blog escolheu cinco delas, abaixo.

STARBUCKS CONTRATA REFUGIADOS
A rede de café Starbucks anunciou que vai contratar 10 mil refugiados durante os próximos cinco anos em resposta às medidas de Trump. Howard Schultz, CEO da empresa, enviou uma carta aos funcionários no domingo (29) anunciando os esforços de empregar “aqueles que serviram os EUA como intérpretes” em conflitos como o do Iraque. Schultz havia apoiado a candidatura da democrata Hillary Clinton, derrotada nas eleições de novembro.

PREMIÊ CANADENSE DÁ AS BOAS-VINDAS A REFUGIADOS
Justin Trudeau, premiê-celebridade do Canadá, escreveu no Twitter que seu país receberá refugiados a despeito de quem sejam. “Àqueles fugindo de perseguição, terror ou guerra, os canadenses irão dar as boas-vindas a vocês, independentemente de sua fé. A diversidade é a nossa força. #BemVindosAoCanadá”, disse.

ARTISTAS CRITICAM A MEDIDA
Diversos atores e músicos se posicionaram contra a restrição à entrada de muçulmanos nos EUA. Há uma lista com dezenas de mensagens publicadas nas redes sociais. O ator Ewan McGregor, de “Trainspotting” e “Moulin Rouge”, escreveu no Twitter sobre “todas as famílias sírias que conheci no Iraque no ano passado nos desesperados campos de refugiados”. Jennifer Lopez, Julianne Moore, J.K. Rowling e Kim Kardashian também se manifestaram.

ADVOGADOS SE VOLUNTARIAM NOS AEROPORTOS
Centenas de advogados deixaram seus afazeres e se voluntariaram em aeroportos americanos para ajudar refugiados e suas famílias. Há boas reportagens sobre essas histórias, por exemplo, nos jornais “New York Times” e “Washington Post”. As fotografias mostram os profissionais sentados no chão, carregando computadores e improvisando cartazes.

Advogados em um aeroporto americano assessorando migrantes. Crédito Credit Victor J. Blue/"New York Times".
Advogados em um aeroporto americano assessorando migrantes. Crédito Credit Victor J. Blue/”New York Times”.

AIRBNB OFERECE HOSPEDAGEM GRATUITA
A empresa de acomodação AirBnb está disponibilizando alojamento a refugiados e quem mais não puder entrar nos EUA, segundo um anúncio do co-fundador Brian Chesky na rede social Twitter. “Nós devemos apoiar aqueles que foram afetados”, Chesky escreveu, pedindo que solicitações urgentes sejam encaminhadas diretamente a ele. Em uma carta a empregados, o co-fundador disse: “Acredito que vocês deveriam poder viajar e viver em qualquer comunidade no mundo”.