Como a queda da moeda chinesa afeta o resto do mundo?

Por Diogo Bercito
O impacto da queda do yuan. Crédito "Foreign Policy"/Reprodução
O impacto da queda do yuan. Crédito “Foreign Policy”/Reprodução

Na terça-feira passada (11), a China permitiu que sua moeda desvalorizasse em níveis históricos. Quem acompanha atentamente as oscilações da Bolsa e do dólar talvez tenha notado. Nesta segunda-feira (17), as Bolsas da Ásia ainda caíam diante do temor de mais desvalorizações na China.

A revista “Foreign Policy” publicou um interessante mapa interativo que mostra qual foi o efeito da queda do iuan ao redor do mundo. Os países estão pintados de acordo com o impacto, e um clique revela informações mais específicas, como as variações nos índices desde o dia 11. Quanto mais vermelho, pior.

Para acompanhar o mapa, três perguntas e respostas sobre a desvalorização do iuan:

POR QUE A CHINA DESVALORIZOU O IUAN?
Segundo esta reportagem da Folha, foi uma tentativa de estimular as exportações e, por consequência, a economia. A atividade, ali, passa por forte desaceleração –o crescimento no país está no menor ritmo desde 1989.

HÁ OUTRAS RAZÕES?
Sim. Também se especula que a China está simplesmente deixando que a moeda se aproxime do valor que teria com menor controle estatal, ajustando-a às taxas de mercado. Henrique Meirelles, presidente do Banco Central brasileiro entre 2003 e 2010, escreveu sobre o assunto em sua coluna.

COMO AFETA O BRASIL?
A China é um dos maiores importadores de produtos brasileiros, e uma desvalorização da moeda encarece os produtos nacionais. Minério de ferro e soja representam cerca de 80% das vendas para a China, nosso maior parceiro comercial, segundo este editorial publicado pela Folha.