O que a Coreia do Norte diz dos EUA?

Por Diogo Bercito

Antes de qualquer coisa, este tuíte:

Agora sim.

Um dos principais temas destes últimos dias têm sido a polêmica em torno do filme “A Entrevista”, que teve a estreia cancelada após o ataque de hackers ao estúdio Sony. Um alto funcionário do regime norte-coreano havia, anteriormente, dito que o filme era um “ato de guerra” –afinal, o longa-metragem retrata a história de jornalistas americanos em um plano para matar o ditador do país, Kim Jong-un.

Tudo pode parecer exagerado, mas a troca de ameaças entre governos levou a um blecaute na internet norte-coreana, na segunda-feira (22), como escreve o correspondente da Folha em Washington, Raul Juste Lores.

Como na noite desta quarta-feira boa parte de vocês vai estar celebrando o Natal, vou abreviar este post festivo e resumi-lo a citar um texto recente do site Vox: citações da mídia estatal norte-coreana sobre os EUA. Abaixo, três delas.

1) Não importa quão desesperadamente os EUA possam rugir, não é nada além do rugido de um lobo sem dentes. A encarnação de todos os tipos de mal, o império dos demônios está fadado a envelhecer e arruinar-se. Essa é a lei que governa o desenvolvimento histórico.

2) Nós já declaramos solenemente que todas as forças agressoras envolvidas em (…) bases militares na Coreia do Sul e no mar, na Casa Branca, no Pentágono (…) e em outras bases de agressão e provocação serão alvos de mísseis estratégicos e táticos. Se a guerra for iniciada na península Coreana, não estará limitada à península, e será uma questão de tempo para que as fortalezas (…) sejam reduzidas a cinzas.

3) Os imperialistas se tornaram ainda mais frenéticos em sua ideologia reacionária para impedir que o capitalismo caia no abismo da ruína e amortecer o crescente desejo humano pelo socialismo.

James Franco e Seth Rogen em cena do filme "A Entrevista". Crédito Divulgação
James Franco e Seth Rogen em cena do filme “A Entrevista”. Crédito Divulgação